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ESPALDAR DE PLEXIGLASS

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O meu reino por uma ideia simples e interessante ao mesmo tempo. Pronto, perdi prum hamlet aí. Espaldar de plexiglass (policarbonato). No Rio um bom endereço pra comprar policarbonatos é a Rua dos Inválidos, com várias lojas que vendem acrílicos e que tais, inclusive essa, que tem também em Campinas.

P.S.: Bem, nem falo do meu atraso com você, nem falo.

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QUE CHITA BACANA!

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Minha tia me visitou esta semana, e mostrei pra ela minha máquina de costura, que mais parece de brinquedo. E minhas primeiras costuras. Umas toalhas de chita. E ela: por que chita?

Porque eu gosto das cores e estampas. Porque eu não sabia costurar. Porque é barato. E porque não dói o coração se estragar. E porque, pra um brasileiro, é a versão tecido da comfort-food.

E então a Flávia, do blog Decoracasa, me perguntou se poderia usar uma foto da toalha de chita.

E no calor dessa conversa, vem Jojô me mostrar a galeria de fotos de chita da Casa & Jardim.

E então, como quem conta um conto, aumenta um ponto, lembrei da poltrona da Solange. Que faz sob encomenda. Não tem mais essa. Mas tem outra também de chita, por R$450.

Se você quiser ver a galeria de fotos de chita, da Casa&Jardim, de onde vieram as duas primeiras fotos, vem por aqui.

Ó, e não precisa temer, sei que antigamente chita soltava tinta. Mas não solta mais não. Aqui no Rio, nas lojas do SAARA, chegam a custar R$5/m, com largura de 1,40m.

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ABISMAR, VERBO TRANSITIVO

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Quando criança, estudei em colégio católico, e após a oração matinal, repetíamos: "São Geraldo rogai por nós". Se hoje o pai-nosso não recito mais, repito diariamente um verso ou outro da oração do mineiro no Rio de Janeiro, e ao final, ao invés de rogar pelo bilocate, rogo sempre que o abismo não se perca de mim, que a capacidade de abismar-me, de me admirar, não me fuja. Mas não é fácil, ó, não é fácil.
Mas hoje me admirei facim. Olha só esse móvel. Chega o rosto aqui mais perto. Pres'tenção na abertura. É a reinvenção do puxador, o não-puxador. Do Richard Shed Studio.

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MORAR MAIS POR MENOS

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Já faz uns 15 dias que fui ao Morar Mais por Menos. O evento propõe aos arquitetos que realizem um ambiente sofisticado a um baixo custo, tanto financeiro quanto ambiental.

Os quartos infantis são os mais legais do evento. E essas caixas de frutas forradas de tecido ficaram lindas de verdade.

E olha só esses lustres aí em cima: lustres japoneses de papel, que costumam ser bem baratos nas lojas de artigos populares (no Saara tem por 15 reais numas lojas da Rua Buenos Aires), mas que aqui aparecem cobertos de rodinhas de crochê. Lindo, não?

Logo na entrada, a estrutura de um velho colchão de molas se transformou num lustre muito interessante.

É, tive até vontade, mas não vou falar mal do Morar Mais por Menos, nananinanão. Porque dá um trabalhão fazer um evento desses. Então, ao invés de reclamar do que não é por menos, vou mostrar mesmo o que é. O que valeu a pena ver. Porque é isso, né? Ver o melhor das coisas é um exercício constante.

Para mais informações sobre locais e datas, visite o site do evento.

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PROJETO CACHEPÔ

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Projetinho rápido pro final de semana. (Que é geralmente quando a gente lembra das plantas tão negligenciadas durante a semana.) Personaliza, decora, recicla, e custa quase nada.

É só pegar uma lata vazia, fazer um furo no fundo pra escoar a água, com a ajuda de um prego e um martelo, e colar um tecido.

A melhor cola pra usar é a spray, porque não é à base d'água. Mas a boa e velha cola branca funciona muito bem também. Se você quiser um acabamento melhor, e mais impermeável, aplique verniz spray em cima, ou Scotch Gard. (Aliás, a Simone, do blog Lá em casa, aplicou esse produto num banquinho lindo.)

As melhores latas pra usar são aquelas com tampa plástica externa, sabe? Porque aí dá pra usar a tampa embaixo, fazendo as vezes de pratinho. E escolha plantas que precisam de menos água, como as cactáceas.

Fonte: Design Sponge.

UPDATE: Ó só o que a Fernanda Reali fez:

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CIRCUITO DAS ARTES DO JARDIM BOTÂNICO

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No Rio de Janeiro. Mais informações por aqui.

(Eu quase ia me esquecendo de avisar. Muito trabalho e cabeça avoada, é nisso que dá. Se você for, dá uma passada no ateliê 33 e dá um beijo no Guilherme por mim?)

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TSURU

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Era uma vez, inventaram de montar na Praça Tiradentes, em Ouro Preto, uma árvore de Natal. E Bené da Flauta, sentenciou, inesquecivelmente: “É uma dessas inutilidades que nos deixam deveras apreciado”.

Quando pensei em fazer um móbile de tsuru, mal poderia imaginar as incríveis possibilidades do passarinho de origami. Meu móbile tá lá, todo embolado, mas continua sendo uma dessas inutilidades que me deixa deveras apreciada.

Desde então venho coletando imagens de tsurus. E essa lááá de cima é um lustre, à venda na gringolândia.

Já escrevi outros posts sobre tsuru por aqui. Quer fazer o seu? Pra fazer tsuru, o primeiro, a primeira vez, parece difícil, quase impossível, e o segundo é muito fácil. O melhor passo-a-passo que encontrei foi esse no youtube.

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CHÃO BRANCO

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from Vivianne Pontes
to disk_coral@ici.com
date Mon, Aug 17, 2009 at 11:34 AM
subject Tinta para o chão

Tenho o chão do quarto em taco de madeira, e queria pintá-lo de branco. Gostaria de saber a tinta e a técnica ideais para este trabalho.

Atenciosamente,
--
Vivianne Pontes

******

from Coral, Disk
to Vivianne Pontes
date Tue, Aug 18, 2009 at 9:32 AM
subject RES: Tinta para o chão
mailed-by akzonobel.com

Bom dia.

Infelizmente não temos nenhum produto específico para tacos de madeira, pois nennhuma tinta consegue ter uma boa aderência e se descasca com facilidade.

Atenciosamente,

Serviço de Atendimento ao Cliente e Consumidor
AkzoNobel Tintas Decorativas Brasil
disk.coral@akzonobel.com
Akzo Nobel Ltda

******


Quando o Google falha e a Coral dá essa resposta, a gente corre pra cá, né? E então? Alguém discorda? (Em inglês já vi muito passo-a-passo, e até já citei aqui, mas queria saber uma tinta que eu possa comprar aqui.)

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LOUSA FAÇA-VOCÊ-MESMA

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Quando os quadros brancos foram substituindo as lousas nas salas de aula, todos pensaram que era o quadro-negro, a.k.a. quadro-verde, já era. Não importava quantos nomes ele tinha, o fim já estava anunciado. Mas os espíritos da decoração transformaram esse Mumm-Ra, num objeto de desejo. E assim vários quadros de giz já deram o ar da graça aqui do de(coeur)ação. Mas um faça-você-mesmo brasileiro, ainda não tinha aparecido.

A Claudia do nosso salve-salve Superziper, aproveitou uma reforma que teve de fazer na cozinha e, já que ia mudar isso e aquilo, incluiu uma latinha de Coralit fosco preto na lista de compras do pedreiro.

Deixemos a Claudia falar:

Coralit é a tinta esmalte da Coral, feita para pintar madeiras e metais com resistência - é o que se usa para pintar portas, janelas e grades. 99% da linha de produto é oferecida nos acabamentos alto-brilho e semi-brilho. As duas únicas cores foscas são o preto e o verde-escolar, pra fazer lousa mesmo! Nos EUA existem mais opções de cores e a Martha Stewart também já ensinou a fórmula de como fazer sua própria tinta em casa (link em inglês)!

Escolhi a porta da cozinha para ser o meu cantinho de rabiscos. Eu já não gostava dos frisos na madeira e nem da maçaneta. Achei que qualquer mudança teria um efeito renovador e rejuvenecedor. O pintor tirou os frisos, deu uma lixada e com duas demãos de tinta, o trabalho estava feito. Vejam o antes & depois:

Quando comentei do meu projeto, um amigo me perguntou se eu não me preocupava com a sujeira que o pó do giz poderia fazer. Mas até agora não achei que fosse um problema. Para apagar, uso um pano úmido e está tudo resolvido. Comprei uma caixa de giz em uma loja de 1 real e ainda vieram várias cores.

Nesses primeiros dias já apaguei a lousa por completo umas 3 ou 4 vezes. Percebi que ela perdeu um pouco o "brilho" original, mesmo sendo uma tinta fosca. Imagino que em um ano eu terei que repintá-la - ou me acostumar com aquele visual acinzentado de lousa bem usada de escola.

Link pro post da Claudia no Superziper.
Outros posts sobre lousas aqui do dcoracao.

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HORTA NO TETO

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Isturdia, numa conversa, falava sobre a onda bacana de plantar hortas nos tetos de prédios*. E marido arrematou: “O único probleminha a ser resolvido é a gravidade!” E ora, ora, vejam só que a Boskke já resolveu esse probleminha:


*Na verdade disse "hortas nos tetos" quando o que queria dizer era hortas nos telhados.
UPDATE:
E via comentários, descobri que o Instructables tem vários projetos de plantas de cabeça-pra-baixo. A maioria com objetos reciclados. Obrigada Marina!

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PONTO ATRÁS

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Projetinho bacanoso e moderninho pras prendadas e pacientes. Toalha-instalação, toalha-bagunça. Via Make, no Twitter. E pra estimular, um passo-a-passo do ponto atrás, utilizado aqui numa toalha de mesa branca, já pronta (embainhada, palavrinha que super lembra a minha avó).


Faça a lápis, ou com caneta apagável, pra costura, o desenho a ser bordado. Considere a linha que aparece pontilhada no gráfico acima como se fosse este desenho. Faça um nó na linha.

1- Passe a agulha para cima pelo ponto A, na linha do desenho. Introduza em B.
2- Passe a agulha para cima em C.
3- Passe a a agulha para baixo novamente em A, no mesmo orifício usado anteriormente.
4- Passe a agulha para cima em D.
5- Passe a a agulha para baixo em C, e continue da mesma forma até ao final.

Para medir o tamanho dos pontos, conte com o seu bom senso. Procure fazer pontos do mesmo tamanho.

Fonte das imagens para o gráfico: Linhas Corrente

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O QUE É LAR, PRA VOCÊ? - VENCEDORA

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Mais que um lugar, lar é um sentimento que sempre te espera na porta!

A vencedora da promoção Booba é a Silvana Hilbert!



O Booba vai enviar pro endereço dela 1 chaveiro + 2 bottons. Agradeço a todos que participaram. A escolha foi muito difícil, e muitas frases mereciam o prêmio. Mas o prêmio ficou com a Silvana pelo efeito "alívio" a que a frase nos remete. Parabéns!

Além dos bottons e chaveiros, o Booba tem toys (R$20) lindos! Se quiser ver mais, visite o Flickr, ou o site do Booba.

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SWAP

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Isturdia fiz um Swap lá em casa. O Swap é um bazar de trocas. Funciona assim: cada participante leva uma sacola com os itens que não usa mais. Todo mundo sai feliz, de roupa nova e sem consumir mais.

Se você quiser fazer um na sua casa, te dou as dicas!


Preparação:
* Faça um convite bonitinho, de preferência com explicações de como funciona o evento. (O meu tá aí em cima, e se você quiser usar, fique à vontade. Se quiser o arquivo original/photoshop passo também.)
* Você pode oferecer comidinhas, ou combinar de cada uma levar um prato. A dica é que não sejam comidinhas gordurosas pra que ninguém fique com o dedo melado ao manipular as peças.
* Consiga um espelho bem grande e separe um quarto ou banheiro para ser usado para experimentar as roupas.

Peça que as convidadas levem:
* Roupas/sapatos/bolsas/acessórios que compraram e nunca usaram.
* Roupas que compraram pensando "Vai caber um dia" ou sapatos que machucam o pé.
* Roupas/sapatos/bolsas/acessórios que você não usavam há mais de dois anos.
* Objetos decorativos que não queriam mais.

Não há problema se trouxerem pouca coisa ou muita coisa. Mas acho importante que só tragam o que não querem mais. Provavelmente é uma experiência nova pra todas. E é sempre intenção que seja uma experiência ótima, e que dê vontade de repetir.

Os itens que sobrarem, que ninguém quiser, é interessante que se dôe pra quem precisa. Nós doamos pro Hospital Pedro de Alcântara, que faz um trabalho muito legal com mulheres portadoras de deficiência mental, e mantém um bazar. Eles mandam até cartinha depois, agradecendo.

Por fim, divirta-se!

Ah, e nesse fim de semana sei de dois eventos semelhantes. Um em Porto Alegre, Swap mesmo (clica na imagem, pra crescer):


E outro no Rio, em que as peças entregues até hoje são vendidas a precinhos de brechó:

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ANTES & DEPOIS, COM LADRILHO HIDRÁULICO

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Ladrilho hidráulico mora no meu coração. É sim! Nos caminhos que faço pro trabalho - porque gosto de variar pra não me anestesiar ou parar de perceber os arredores - passo sempre por vários prédios baixos, com entradas revestidas de adoráveis ladrilhos hidráulicos. Ah! A alma encantadora das ruas! Fico elocubrando sobre a escolha, como foi feita, a cara feliz de quem viu pronto pela primeira vez. E sonho com a minha cara feliz ao ver também o meu banheiro pronto, no futuro, revestido de ladrilhos que ainda vou colecionar.

Mas a Maria Tereza, de Belo Horizonte, dona da loja Objetos com Alma (ora, ora, que lindo nome), bem já realizou:


Adoro ficar na cozinha e a minha tinha uma parede aberta para a área íntima, toda branca, um pouco sem graça. Sugestão da decoradora (minha amiga do peito, Patrícia Pires), tiramos todos os azulejos de todas as paredes e revestimos uma parede de ladrilho hidráulico.


O ladrilho é da Terratile .

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O QUE É LAR, PRA VOCÊ?

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O Booba é um projeto do designer Mateus Bagatini que nasceu meio sem querer. Ele começou a fazer uns bottons com seus desenhos e mostrou para uns amigos. E aí já viu, né? Logo, logo começou também a fazer esses chaveiros lindos.

Se tem uma coisa que representa uma casa é uma chave. E se tem uma coisa que decora a chave é um chaveiro. E falou em decoração, falou em de(coeur)ação. É aí que entra o Booba. Que vai dar pra melhor resposta pra pergunta “o que é lar, pra você?” 1 chaveiro + 2 bottons.

Se você quiser se inspirar, dá uma passada no This is home project.

Os Booba toys (R$20) também são lindos! Se quiser ver mais, visite o Flickr, ou o site do Booba.

Só serão válidas respostas dadas nos comentários deste post. O resultado sai na sexta-feira. O presente será entregue no endereço do ganhador.

E então? O que é lar, pra você?

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PAREDE LISTRADA

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Houve um tempo em que eu queria uma parede listrada. Acabei desistindo porque não consegui decidir quais as cores das listas. Se tivesse visto isso antes! Uma boba variação de tom de azul com branco que ficou linda. E além disso descobri uma ferramenta que teria me ajudado, e muito, ora, ora, vejam só: um gerador de listas! (Em inglês)

Foto da Cookie Magazine.

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ESCADA BONITA

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Se você, como eu, tem uma escada feiosa, feiosa, (mas necessária, necessária) dá uma olhada nessa aqui:
E se você, como eu, é FOF (Fiscal de Obra Feita, termo bem pejorativo pra pitaqueiro), imaginou essa mesma escadinha em madeira, não imaginou? Penduradinha na sua parede, quinem uma escultura?

Daqui.

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PAPEL DE PAREDE BOBINEX - MARCELO ROSENBAUM

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Todo mundo conhece o Marcelo Rosenbaum do Lar Doce Lar (link com som). Então olha só os papéis de parede que levam a assinatura dele:



Lindos, né? Daí que eu e marido passamos o sábado aplicando na parede do quarto. Não vou enganar ninguém não: é lenha. Mas é possível de se fazer sem precisar pagar alguém pra isso. E logo logo vou passar as minhas dicas pra aplicar papel de parede de maneira mais fácil, sem os tropeços que eu dei. Porque sim, foi difícil, mas ficou lindo! Já eu mostro.

Os papéis de parede de Marcelo Rosenbaum estão num preço bem bom aqui ó. Pra saber outros lugares onde comprar, consulte direto no site da Bobinex ou pelo SAC 11 4704 3500 (A Luciane é uma fofa!).

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FIFI MANDIRAC

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Fifi Mandirac mora em Paris, e embora eu super concorde com a Monix que Paris é overrated, não tem nada mais Amélie Poulain que morar em Paris.


E se a Praça da Bastilha tem menos graça do que o Campo de Santana, não existe equivalente carioca às feirinhas em barcos na margem do Sena. (E aos tomates, e aos tomates!) Ao ver a Notre Dame, quase dá pra perdoar os franceses por terem exportado pra cá o Prezunic.


Mas voltando à Fifi, porque afinal é pela casa dela que estamos passando os olhos, ela tem uma lojinha e um blog lindos.


Mas o que mais admirei foi a coragem. Não é peculiar o jeito francês de se decorar? Não dá invejinha? Um sofá no banheiro, é tudo, mas quando não nos falta o espaço falta entretando a coragem.


Algumas fotos via Decor8. Outras do Flickr da moça.

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MY OWN PRIVATE ÁRVORE

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Dois anos atrás, Ayla e eu fizemos a macumba do abacateiro, vulgo brotar a semente. É porque o negócio parece um ebó. Espeta-se a semente do abacate com palitos de dente e coloca-se num copo com água. Assim a semente não fica imersa, fica pendurada acima da linha dágua, até brotarem as raízes. Mas ói, demorou pra raiz pular de lá de dentro, mas depois que plantei, com dois meses meu próprio abacateiro já media uns 50cm. Foi então que marido entrou em cena e perguntou como é que eu ia criar um pé de abacate em um apartamento. E fui eu com a plantinha pra mata aqui da frente.

(Pausa pra digressão. Não sei se abacateiro é típico da mata atlântica ou se é 'exótico' - naquele sentido de engenheiro florestal falar - mas eu plantei lá. Bem, eu não, o Damião. Mas eu fiquei vendo e fazendo cara de entendida em assuntos de plantas.)

Mas outro dia vi uma árvore cortada, e bem quis trazer pra casa. Ó marido, como fica bonito! Quem sabe você não se anima?


Se você quiser um pé de abacate, a wikihow te explica melhor, com vídeo e tudo.

***
Estamos em obras, aqui em casa e aqui no blog, com template novo que ainda não tá pronto. A poeira impera, e estamos dormindo no quarto das crianças. Fim de semana vai ser faxina, e preparação pra próxima etapa: colocação de papel de parede! É, eu sei, não respondi seu email. Ainda.

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MINHA AVÓ, TECIDOS E A CHINA

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A minha avó mora numa casa grande. No segundo andar da casa são cinco quartos. Um é o meu, com duas camas, um guarda-roupa e vista pro pé de seriguela. Nesse guarda-roupa não tem espaço pra minhas roupas não. Sabe por quê? Porque todas as suas portas e gavetas são repletos de revistas japonesas e espanholas de bordados e costuras. E tecidos. Muitos tecidos.

Nunca entendi aquele afã que a minha avó tem de comprar tecidos. Até que, bem, até que comprei minha máquina de costura. Fiz muita coisa não, mas tecido bonitinho não posso ver!


Depois que fiz o banquinho de patchwork e o Zé – o ursinho da foto, com molde que ganhei da Laély, tô me achando. Agora cismei que vou fazer uma colcha de patchwork. Nunca fiz, não sei fazer, mas vou fazer. Quanto tempo vou demorar? Não faço a menor idéia.

Por conta disso, fui ao Pólo Têxtil, no Rio, comprar tecidos. E agora começa o outro lado dessa história.

Eu gosto mesmo é de algodão. Tecido sintético é comigo não. Então eu adorava a loja própria da Companhia Manufatora de Tecidos de Algodão, uma indústria de Cataguases, MG. A Manufatora fechou. Não a lojinha no Rio. A indústria em Cataguases. (Só manteve aberta a subsidiária que produz algodão Apolo.) Três mil pessoas na rua, sem emprego.

Então, eu te peço, próxima vez que for comprar uma roupa made in china, pensa duas vezes. Porque roupa feita lá é com tecido de lá. O povo chinês é, de modo beeem geral, mal pago, e a indústria tá nem aí pra questão ambiental. E comprando uma roupa chinesa é a indústria chinesa que se fomenta. E a brasileira, né?, fecha.

A loja reabriu, com produtos de outra indústria, também de Cataguases, a Companhia Industrial Cataguases. E ó, vai lá na loja que tem tecido pra patchwork a quilo, em retalhos pequenos. E se for lá, procura o Alexandre que ele tem maior paciência com a gente.

Pólo Têxtil

R. Aristides Lobo, 80 / Av. Paulo de Frontin, 333
Loja 121 - Rio Comprido
Rio de Janeiro
Tel.: 3259-7795

Outra idéia pra se fazer com retalhos de tecido, via Bella Dia:


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DECORAÇÃO EM ESTILO RÚSTICO

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Recebi um email simples assim: Vivi, defina “rústico” na decoração?

Um tempo atrás uma moça foi na minha casa e teceu o seguinte comentário: “Decoração diferente, né? Rústica.” Putz, minha mesa de centro com pé palito quase teve um infarto. E vira e mexe vejo este adjetivo ser empregado de forma inadequada. O que me leva a pensar que, provavelmente, um dos termos mais incompreendidos em decoração é "rústico". Então vamos lá, porque quando o Google falha, a gente aqui peleja pra responder.

rús.ti.co
1. rural.
2. camponês.
3. grosseiro.
4. feito sem muitos cuidados com os detalhes.

As definições acima são do wikcionário. E é isso aí. Uma peça pra ser rústica tem que ter textura, acabamento não delicado, acabamento ‘imperfeito’ (lembrando que essa imperfeição pode ter sido cuidadosamente calculada), formas mais naturais. Pra ser rústico é preciso enxergar o material base, os veios, a fibra. Ou deve remeter ao campo, e à vida colonial, como aquelas mesas feitas com rodas de carro de boi, peneiras de palha, panelas de ferro e de pedra, cestos, gamelas, cuias, etc.

As casas de fazenda são, de modo geral, rústicas. As vigas aparentes, com marcas do tempo, também. Paredes irregulares idem.


O estilo rústico costuma ser despretensioso, e é comum vir acompanhado de artesanato. Uma colcha de patchwork não é exatamente um objeto rústico, mas costuma compor um ambiente rústico.


Incorporar algumas peças rústicas na decoração costuma agregar memória. Mas ter uma peça ou outra nesse estilo, não significa que sua decoração é rústica. E só pra lembrar: a terminologia não é realmente importante, o resultado, uma casa confortável de se ver e viver, é que deve ser o objetivo final.

Ah, e rústico tem que ter cara de antigo? Não! Jens Fager, um designer sueco, faz umas peças incríveis, ultramodernas, com cores fortes e rústicas. Olha só:

Agora veja bem os ambientes abaixo e me responda: são ambientes rústicos?


Não. O fato do ambiente de cima ter uma mesa rústica não faz com que o ambiente inteiro seja rústico. Estes ambientes são Shabby Chic. Ou Provence. Mas rústicos, não.

Fotos de Jordi Canosa e Marie Claire Maison. E desculpe-me por repetir tanto a palavra "rústico". Foi intencional. Rústico é quase uma aliteração. Raspa na garganta e nos ouvidos e facilita o entendimento do conceito.

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