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E os livros?

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Eu tô com um problema em casa. Não tenho mais onde por livros. Já fiz estantes, coloquei alguns no baú, dei mais de uma centena, mas eles se reproduzem. E olha que estou com os mesmos livros rolando há meses nos criados. As revistas então, nem falo mais nada.

Uma vez eu fiz estantes invisíveis. Mas ficaram meio tortas. Acho que é preciso entortar a mão francesa, pra compensar. Mas vê só se não ficou bom, um monte assim juntas.

Imagem via Bloesem. Quer ver mais ideias de estantes? É por aqui.

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Por Magnolia Brussi
As estampas floridas de Kim Parker aparecem em tapetes, almofadas e louças. A moça já foi premiada várias vezes aqui na Inglaterra. No mês passado estive em Nova Iorque e tpude conhecê-la. E havia alguma coisa familiar nela.

Depois soube que Kim Parker já esteve várias vezes no Brasil, seu marido é brasileiro e que seu trabalho recebe grande influência das coisas da nossa terra.

Então não pude resistir e pedi uma entrevista. :-)


Kim, você mora numa cidade grande e pinta flores. Por que flores?
Talvez a razão mais óbvia pela qual pinto flores é viver em Nova Iorque e ansiar pela suavidade da natureza e das flores. Mas eu não acho que isso é verdade. Desde criança sinto a necessidade de me expressar com cores intensas e suntuosas. Sempre pintei flores. Eu via minha mãe pintando-as e eu tenho certeza que isso me influenciou. Mas talvez eu as pinte simplesmente porque são bonitas. Quem não gosta de flores? O tema „jardim“ é mágico.

Suas estampas são desenhadas a mão. Por que o trabalho manual é importante, na sua opinião?
Coisas feitas a mão são lindas porque carregam sensibilidade. Você pode sentir a energia humana nelas, a imperfeição e o carinho. Coisas feitas por máquinas não tem isso, na minha opinião. Sempre que recebo produtos das minhas coleções como: tapetes, almofadas, roupa de cama que são tingidos, costurados e bordados a mão, eu fico sem fala. O desenho, feito pela mão e coração de uma outra pessoa, se transforma. Isso me toca muito. Você vê e sente esse carinho nesses produtos.

Na maior parte do tempo estamos muito fechados no nosso mundo digital. Reconheço a importância e valor da tecnologia, mas o fato das pessoas estarem se distanciando do contato visual e do tato me preocupa. Coisas feitas por mãos humanas revelam comoção e amor e elas têm integridade.


Poderia nos contar qual foi sua experiência no Brasil e se isso influenciou ou influencia seu trabalho?
É difícil de explicar o quanto eu amo o Brasil. Minha primeira visita foi em 1983, quando meu irmão Dennis Parker, estava morando em Porto Alegre e tocando em uma orquestra (OSPA). Imediatamente me apaixonei pelas pessoas, pelo país e pela maneira de viver dos brasileiros. Viajei por todo o Brasil: Florianópolis, Gramado, Sampa, Rio, etc. Meu marido e sócio Felipe Porto é de Fortaleza. Sou fluente em português.

Acho incrível você ter abandonado uma carreira promissora no mundo da música clássica para se tornar pintora. Você deixou uma profissão que requer muita disciplina para produzir seu trabalho com mais liberdade. Como foi tomar essa decisão? Você realmente é livre pra criar suas estampas ou às vezes você tem que voltar atrás?
Ótima Pergunta. A decisão de deixar minha carreira como flautista clássica não foi nada fácil. Sempre gostei de me apresentar e tocar boa música, e tenho certeza que poderia ter sido feliz como flautista em uma orquestra. Mas a vida de um músico erudito é um caminho muito duro de seguir. Cada nota tem que ser perfeita. Entre um concerto e outro eu passava horas pintando. O mundo da música clássica ensinou-me a ter bastante disciplina e todas as experiências maravilhosas que tive me deram uma base para minha profissão como designer.

Desde pequena, desenhar tecidos já era o lugar no qual eu podia ser totalmente livre. Não havia vozes na minha mente me julgando. Eu tinha uma música bonita dentro de mim e ela encontrou uma maneira de se transformar em desenhos. As pessoas estão sempre me dizendo que minhas pinturas são líricas. Como flautista de música erudita, eu odiava ensaiar. Eu ensaiava mas ficar em um estúdio e trabalhar difíceis frases musicais não era tão prazeroso quanto mergulhar meus pincéis e compor.

♥♥♥

Gostou da história? Então, dá uma olhadinha no trabalho da Kim.

Magnolia Brussi é paulistana, mas saiu do Brasil aos 22 anos com uma mochila nas costas e um diploma de universidade que não sabia se iria servir pra alguma coisa. Morou em alguns países europeus e hoje mora na Inglaterra, e estuda Design de Interiores.

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No donut for me


Planejei um monte de coisas pra postar esse fim de semana. Só esqueci de combinar com a fonte do meu computador, que morreu depois de agonizar muitos dias. Longe da internet eu aproveitei pra que? Pra finalizar um monte de UFO (UnFinised Objects).  Então até amanhã, se Watts quiser.

Casinha de tricô Little Fashion Gallery.

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Quarto de criança x cinza

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Pra um quarto de criança, me pediram "uma cor que combine com tudo, que não seja branco, e que não seja enjoativa". Well, cinza.






E depois de todas essas imagens você ainda duvida que cinza fica bem num quarto de criança?

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Lustre de origami

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Uma vez eu comprei um monte de papel colorido, e fui seguir as instruções de um velho livro, pra fazer um lustre de origami. O resultado? Um monte de papel colorido amassado, e esta pessoa que vos escreve pedindo penico.


Mas você, leitorzim, que é o senhor Miyagi do origami, vai achar isso facim, né? Ou pede penico e compra lá na gringa, no Etsy.

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Cabideiro Hang-it-all

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Na minha casa, pouquíssimas coisas fazem essa referência, aos meus tempos de farmacêutica. Forçando um pouco a barra, só um desavisado Asclepius  e o Hang-it-All. :-)

O Hang-It-All - que foi desenvolvido pra crianças em 1953 pelos Eames - é inspirado em  modelos de moléculas ou átomos. É um clássico, e é lindo demais, né? E ninguém precisa da referência pra querer ter um!


Com um cabideiro comum e bolas de madeira, e algumas instruções, dá pra fazer um parecido. Mas fazendo a conta de quantas latas de tinta spray são necessárias, talvez fique mais barato comprar um na Essência.

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Eileen Gray

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O que se esperava de uma mulher inglesa que nascesse no fim do século 19? Casar por volta dos 15, 16 anos e passar o resto da vida sendo esposa e mãe amantíssima. Pois Eileen Gray não fez nada disso - e com o total apoio da família!

Ela nasceu numa família de posses. Seu pai era pintor, e cedo descobriu e incentivou a vocação artística da filha. Eileen estudou na Slade School for Fine Arts em Londres, e se mudou para Paris em 1902. Conheceu Sugawara-san, um mestre japonês na arte da laca, radicado em Paris e, com ele, aprendeu os segredos da laca japonesa: seu trabalho delicado e luxuoso em móveis e paineis decorados neste estilo teve grande aceitação.

Eileen era uma mulher à frente do seu tempo; cansada dos excessos da art-noveau, estudou arquitetura e logo se destacou entre os modernistas. Quem mais conseguiria se inspirar no boneco dos pneus Michelin e criar uma cadeira elegante?


Eileen Gray tinha um olhar refinado não só para os móveis, mas para a vida como um todo. A mesinha de altura ajustável E1027 foi inspirada em sua irmã, que adorava tomar café na cama :)

Eu fiquei encantada com a cadeira Roquebrune, de 1932: uma obra modernista, claro, linhas retas, aço, couro. Mas ela traz uma uma delicada surpresa na parte de trás :)


Eileen Gray também criou uma das casas mais famosas do modernismo: a Ville E.1027. Localizada em Roquebruque, uma praia na Cote d’ Azur, França, a casa tem o telhado reto tão presente nas residências modernistas (mas, no seu caso, ele deu certo), janelas que iam do chão ao teto, enchendo a casa de luz natural.


Uma aura poética e trágica envolve a E.1027. Ela foi construída com e para seu amante Jean Badovici em 1929. Tendo construído a casa como um refúgio romântico, Gray acabou se separando de Badovici.

 

Le Corbusier visitou a Villa E.1027 e ficou impressionado. Pintou murais em suas paredes (que aparecem na foto) e, com isso, ganhou uma bela briga com Eileen, que achou sua intervenção desastrosa. O fato é que por um período a E.1027 tornou-se conhecida como a casa de Le Corbusier, enquanto Gray caia na obscuridade.

A Ville E.1027 foi declarada um monumento nacional da França, e está sendo restaurada. Nas palavras de Eileen Gray, esta casa traz "o mínimo de espaço e o máximo de conforto".

Eileen Gray morreu aos 98 anos em, 1976, depois de uma vida inteira dedicada ao seu trabalho. Mesmo sendo uma das mulheres de maior influência no movimento modernista, sua obra começou a ter o devido reconhecimento apenas depois que ela faleceu.

Em 2007, sua cadeira Dragon, de seu período pré-modernista (1917/1919),  parte da coleção particular de design de Yves Saint-Laurent, um de seus maiores admiradores, foi vendida por 21,9 milhões de euros. E não, eu não errei o lugar da vírgula.

♥ A série Clássicos do Design é patrocinada pela Essência Móveis, que tem várias dessas peças de mobiliário, inclusive miniaturas.

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Pretty Little Liars - os quartos

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É o seguinte. A Maria da Casa Chaucha faz isso, de puxar os cenários dos filmes/séries. E ela faz bem demais. E me deu vontade de ver assim vários cenários, como os quartos românticos das meninas das Pretty Little Liars Aria, Emily, Hanna e Spencer.


Como eu já tava editando um outro vídeo hoje, quem faz um faz dois. Então ei-los os quatro:

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Bolo lindo

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Deve ser porque o d♥ está pra completar 4 anos. Só isso pode explicar esse negócio de eu tropeçar em tantos bolos lindo ultimamente... Foto da MarieClaire Idees.

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Quando a barganha não compensa

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Seguinte é este. Fui à Saara comprar "suprimentos", e parei em frente a esta loja, da Rua Buenos Aires 250. Lanternas japonesas a partir de R$1. Parei e fiquei pensando sobre o maldito capitalismo. (Oi tia Ana Vasconcelos!) Pensei tanto que resolvi fotografar.

Claaaaro que as que custam mais caro só representam um maior lucro, da loja, na nossa ponta. Porque na ponta de lá, de quem produziu, a variação de preço é mínima. Mas saber que se pode vender na ponta de cá a este preço, foi um tapa na minha cara.


Quem não gosta de uma barganha? Eu adoro. Mas fico pensando até que ponto uma barganha não significa subemprego (de quem faz a peça). Como esta colcha de casal, que pra estar por R$40 numa loja no Brasil, deve ter custado R$5 em Bangalore.

Nada não. Só pensando.

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Mini casa

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A mini-casa casa nasceu, embora ainda não esteja pronta. Mas agora já posso dar dicas, com base na experiência. Que não é longa, mas pode te animar :-)


Material. Eu usei papel-pluma, que é uma placa de isopor, coberta com papel de alta gramatura dos dois lados. Não é um material baratinho (gastei uns 40 reais), mas eu escolhi por poder fazer tudo sozinha e sem cortar os dedos, já que é fácil de cortar. Com papel paraná eu já cortei os dedos várias vezes. E com compensado, eu teria que pedir alguém pra cortar. Mas saiba: não é resistente nem de longe como o compensado. Mas com todas as colunas e vigas que fiz, ficou bem firme.


Escala. Pensei em fazer 1:10, porque é mais fácil fazer as contas. Mas todos as miniaturas compráveis prontas são na escala 1:12. Então foi essa que usei. Pra facilitar sua vida, uma planilhinha que já calcula e converte as medidas. Coloque a medida do mundo real ou da miniatura e clique em "calcule". Porque sim, eu pensei nas dimensões do meu quarto real, etc, etc.

Planta. Baseei na casinha do Sutton Grace, que é "tamanho Barbie", mas alterei a escala pra 1:12, e alguns detalhes. Como o papel-pluma não é muito rígido, tive que lançar mão de colunas e vigas, o que foi um aprendizado bacana.

♥ Toda mobília que aparece na fotos é da Del Prado. Todos os móveis são funcionais, isto é, abrem, tem prateleirinhas dentro, e até cabide no guarda-roupas!
♥ A lista de prêmios do desafio Eu sou gigante tá aumentando. Os melhores projetos ganham, além de miniaturas da Essência Móveis, também presentes Villa Pano e da Objetos com Alma. :-) A seleção final será em Janeiro. Veremos a data exata no decorrer do processo, mas vai dar tempo pra fazer a sua. Não se preocupe.

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Eu quero a lâmpada no meio da sala

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"Modernizem, OK, mas deixem algum taco de Parquet Paulista para contar a história, alguma dobradiça de porta rangendo para a gente lembrar a casinha pequenina onde nasceu o nosso amor de morar ao estilo brasileiro. Foram-se as passadeiras de linóleo, as portas com tramela, as janelas de gelosia, as sancas, as ancas, e junto com tudo isso o mingau de Maizena, a enceradeira GE, o abajur lilás, o criado mudo, o sofá-cama Drago,o avental todo sujo de ovo, o rodapé, a máquina de costura Elgin, o azulejo onde estava escrito que era um lar, o fogão Jacaré, a toalha que parecia linho mas era Linholene, a imagem de São Jorge entre as plantas na varanda e as cadeiras na calçada.

Fiquem com tudo que é moderno, viva a Casa Cor! Mas eu quero a lâmpada no centro da sala e, junto com ela, as mariposas que me são de direito."

Joaquim Ferreira dos Santos.

♥ Texto publicado no 2º caderno dO Globo, e que pode ser lido completo aqui. Dica da Irene Chaves.
♥ Hoje não tem coluna da Carolina, mas quinta-feira que vem ela tá de volta.

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Casa Cor RJ 2011 - Lustre multiuso

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Ainda não é uma cobertura do evento. Mas esta noite, #jaque eu tava dando pinta na Casa Cor, fotografei esse lustre que achei bem interessante. É um lustre. E é uma cristaleira ;-)


Bem, não é uma cristaleira. Mas é um lustre feito de caixa de acrílico + copos. Numa vibe "Casa Cor sai pra balada com MorarMais". Achei moderno, em algum sentido.

Casa Cor Rio de Janeiro 2011 | Palacete Linneo de Paula Machado | São Clemente, 213 - Botafogo | Twitter | Facebook

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Laurina e as lancheiras mais bonitas da cidade

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Outro dia mesmo a gente falou sobre lancheiras. É difícil, né? Uma lancheira de adulto que nos agrade. E mesmo as de criança... todo ano sofro pra achar uma interessante.


Mas essa, hmmm, linda e prática. Por dentro é térmica. Por fora, as estampas mais bacaninhas da cidade. E dobra quando está vazia, o que facilita muito colocar dentro da bolsa.

A Lanche Bag é a lancheira térmica da Laurina, uma marca de acessórios fofos e com muito cuidado no acabamento. Dá só uma olhada na lojinha.  E a Laurina também tem um blog cheio de faça-você-mesmo, com tutoriais explicadinhos! É por aqui.

♥ Eu uso Laurina há um tempão. E pras gateiras, olha essa de gatinho. :-P

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Bolo de festa

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Outro dia saiu um bolo de aniversário ali da cozinha. Era grande, e parecia delicioso. Mas faltava uma roupa de festa.


Bandeirinhas são uma opção bonita, e possível de se fazer com o que se tem em casa. Não requerem investimento :-) 2 palitos de churrasco, uns retalhos de tecido ou papel, e tá lindo o bolo.


Essas bandeirolas de bolo podem ser costuradas à máquina, à mão ou colados, cada um com o seu charme.






Por fim, mesmo material das bandeirinhas (palito de churasco +tecido ou papel), e apresentação diferente. Todas as imagens são do Etsy.

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O casamento na janela

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O Sr. Feijão e a Sra. Rabanete vão se casar e te convidaram pra festa. Onde? Acho que bem vou oferecer uma festa de casamento pra eles, em minha janela.


Ideia do Funkytime. Pra dar um up na experiência do feijão no algodão do seu filho.

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A cor de 2012

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Prever o futuro é sempre um risco. Sempre. Mas a gente tenta, né? E a aposta da Coral pra cor de 2012 é esse vermelho, o Chá Dançante. O nome já ganha ponto comigo.


O que eu mais gostei mesmo - você nem precisa de bola de cristal pra saber - foi de ver pinturas estranhas e heterodoxas. Tendência, tô te dizendo... ;-)



♥ Adorei o evento. Simpático e bem organizado. E adorei reencontrar a Flavia e a Cris. Nem um mês, e eu já tava com saudades. :-)
♥ Na viagem (a convite da Coral) li o novo (?) do LFV. Literatura colchão, como dizia Maiakovski. Bom demais pra descansar. Se você gosta do LFV quando se aproxima do Rubem Fonseca, não deixe de ler. E ainda cita Simenon ->

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Quitinete bem decorada

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Pra você não dizer que eu agora só falo de miniaturas, um pequeno espaço ma non troppo. Quarto/sala decorados de um jeito que quase puxa uma novena, de tão imaculado.


E já vi tantas com exatamente esse formato. E sem móvel, sem nada, parece tão difícil arrumar. Mas assim... Toneladas de branco sempre fica bonito na foto.


Não que eu ache fácil decorar uma quitinete toda de branco. Não que eu ache possível. Mas taí que realmente aumenta o espaço que é quarto e sala ao mesmo tempo.




Imagens da Stadshem. Outra imobiliária sueca que tem fotos de revista de decoração.

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