


Adesivos de parede podem dar aquele it ao visual da casa. E não parecem ser mais uma moda efêmera. São bonitos, estilosos e podem até ser baratos. Mas a verdade é que tenho visto muito em revistas, sites, blogs, e muito pouco à venda. Resolvi então fazer uma compilação do que tem de comprável na internet e do que tem de viável para DIY*.
ONDE COMPRAR
A
Cazulo é a dona desses adesivos de borda amarela. Os das duas últimas fotos são da
Urban Summer. A
Gecko Stickers tem preços mais bacanas e pagamento por boleto bancário. O
I-stick tem preços salgados e um design marromeno. Mas é mais uma opção. Todos entregam em todo Brasil por Correios.
FAÇA VOCÊ MESMA
Abaixo instruções genéricas para fazer um adesivo de parede.
Você vai precisar de:
Plástico adesivo (papel contact)
Tesoura
Lápis
Computador com impressora ou molde
Instruções:
Imprima as formas que você deseja para usar como molde, ou desenhe formas simples em um papel. Use os moldes para desenhar a forma no plástico adesivo. para que o molde não saia do lugar, cole com durex. Recorte as formas.
Antes de colar o adesivo na parede faça um ensaio com fita crepe colada no verso. Se estiver satisfeita, retire o papel do adesivo e cole! Uma boa maneira de evitar bolhas é usar um pano tipo perfex para ir colando, ao invés das máos. (Será que deu pra entender?)
Nesse link tem um vídeo que mostra uma maneira simples de fazer, só com papel para o molde e papel-contact.
Na verdade você pode também fazer um desenho e mandar pra uma gráfica especializada.
INSPIRAÇÃO

Assim que a idéia de comprar um apartamento passou feito um vento por minha cabeça, e começou a me coçar os pés, criei o caderninho. Eu precisava organizar as idéias. Eu precisava de muitas idéias pra compensar o pouco dinheiro. A reforma/decoração está andando. Passos de formiga, mas sempre andando.
Assim eu comecei a recortar revistas, visitar sites de decoração, até resolver criar este blog. Então hoje resolvi juntar as duas coisas e começar a trazer o caderninho pra cá.
***
Essa foto saiu de uma revista que eu não me lembro mais qual era. Gostei dos bancos antigos diferentes entre si. Acho que estou mais inclinada a este tipo de banco para a cozinha. Até andei pelos antiquários procurando.


Por falar em antiquários, amanhã tem feira do Rio Antigo, na Rua do Lavradio, entre o centro e a Lapa no Rio de Janeiro.


Preciso de dois bancos altos para a minha bancada da cozinha/sala. Mas estou entre idéias tão diferentes quanto estas duas.

A minha avó fez uns quadrados assim por anos. Era pra fazer uma colcha que nunca fez. Um dia peguei uns quadrados, juntei e fiz um cachecol. Era a época em que a Marni estourava na oropa com suas roupas knitwork. Causei frisson na Sloane Square, tanto que fiquei sem meu cachecol, confiscado por minha tia chique.
Esses bancos ficaram lindos. Me deu até vontade de re-aprender crochê. (Bancos da Wood&Wool)

Uma idéia com papel de parede

Uma idéia para inventar o espaldar da cama.

Adoro quando um designer brasileiro
aparece.
Hugo França elitizou um mobiliário muito comum no sul da Bahia. Tem uma loja na cidadezinha de Nova Viçosa que vende somente este tipo de móvel. Bem, do jeito que escrevi parece que dei menos importância ao trabalho dele. Não é isso. Ele soube agregar valor.


Qual é a palavra certa? Respaldar? Espaldar? É que encosto lembra macumba.
Mas então, essa idéia é incrível. Por falta de uma idéia assim a minha cama até hoje segue a linha sem encosto. Não sei se é confortável, mas definitivamente é uma idéia a se considerar.
Estas fotos são do Anemi Hotel, nas ilhas gregas.

Os adesivos não precisam ser óbvios. Estes aqui são um charme a mais para azulejos básicos.
Daqui.

Parece Campana, mas não é. É
Umbra. De amarrações de balõezinhos.

Amo os chapéus do Denis. O
site nem trisca a qualidade dos chapéus.
De aniversário dei pro meu melhor amigo um panamá.
Afinal eram 30.

Uma poltrona.

Mesa de ping-pong mulherzinha?

Café Geraes, em Ouro Preto. O lugar que serve a melhor torta de chocolate do mundo.
E é lindo. Foto do último feriado.
Esse é um blog de decoração, portanto um blog delicadamente fútil. Mas quem escreve esse blog não leva uma vida fútil e nem superficial. Sorrio, choro, trabalho, durmo, como, vou ao banheiro, amo, odeio, quase sempre muito profundamente. Pensei, ‘Vivianne, esse não é o lugar’. É sim, pois é minha casa, e é em casa que lavamos roupa suja, que choramos no chuveiro, que puxamos nossa angústia. E eu preciso muito falar pra não engasgar. Escrever é a minha forma de pensar, sempre foi.
Ando muito triste. Primeiro porque o meu chefe morreu. Você pode pensar, ‘ah, é isso?’. Mas ele era uma pessoa maravilhosa, que fazia questão de um abraço todas as manhãs, que trazia temperos pra mim de sua fazenda e que tratava o meu marido com muito carinho. Tudo isso sem regatear no meu salário. Nasceu na Itália, veio pra cá menino, sem sapatos, e construiu um piccolo império. Podendo morar onde quisesse, morava em uma casa de vila, em Vila Isabel – “pois aqui conheço todo mundo, minha filha, e me sinto em casa”. Vivia fazendo piada de si mesmo. Pediu pra ser enterrado nu, pois foi assim que veio ao mundo.
Minha tristeza não é de um lado só. Fiz trinta anos. Parecem mais, vistos de dentro. Penso se tenho realizações condizentes com minha idade. Verdade que meus amigos europeus sentem menos o peso dos 30. Nenhum deles comprou imóveis ou teve filhos antes dos 30. Mas eu sou brasileira, e aqui as coisas acontecem um pouquinho antes. Então dá um certo remorso, por ainda não ter feito muito. Tenho pensado também nas escolhas que fiz na vida. Nas erradas mais. Penso que naquele momento em que optei não tinha a dimensão que essa escolha tomaria em minha vida. Morar longe da família fica entre a opção certa e a errada. Me fez crescer muito, mas também não me escorou o crescimento. Muitas vezes fui mal orientada, muitas vezes chorei de saudades. Não pude ir ao enterro da minha bisavó. E a vida não é essa das visitas, a vida é o que acontece nos intervalos. Então, desde os 16 passo a vida longe de minha família. Da infância carrego uma amiga, a melhor, que mora longe. Viver é exílio.
Então é isso. Precisava. Falei. Voltemos às delicadas superficialidades.


Essa foto de baixo é de um móvel do
Thomas Wold. Mas o fato é que antes de me mudar comecei a devorar revistas e sites de decoração e me apaixonei por isso. Então vi o móvel de cima em um antiquário e logo lembrei da estante multi. Comprei por R$300,00. Esta foto ainda é do nosso ap antigo e roubei de
marido.

So você quer acresentar alguma bossa (nem acredito que estou usando essa expressão) à sua estante de livros e revistas, tá aqui uma idéia linda. Via Apartment Therapy.

Ngoc Minh Ngo é uma fotógrafa com uma visão especial das cores. É um olhar feminino, definitivamente.

Achei isso numa revista Casa Cláudia, na época da mudança. Quero muito fazer uma bancada de mármore, só que na parede que quero fazer isso tem uma janela. Veremos.

Esta estante, que saiu na Casa Cláudia ABR/2008, tem tudo a ver com o meu quarto. O difícil vai ser arrumar um marceneiro pra fazer. Infelizmente eu não tenho um tio marceneiro, como a Milady.