No limite do excesso


Todos os blogs de decoração, e esse aqui em particular, mostram fotos de casas com paredes lotadas de referências, quadros, bonequinhos, placas, e até papel de chiclete :-)

Mas qual seria o limite aceitável pra encher as paredes sem parecer uma oficina mecânica, ou a casa do Estêvão Silva da Conceição (que por sinal é linda, mas como outra coisa).


A resposta é: não existe limite, pois o limite entre paredes cheias e bem estar passa por você. Só você pode saber o seu limite.


Mas existe uma ideia, que funciona bem, que funciona sempre, e que vou repetir aqui: branco.ó o branco salva a casa do caos. Só o branco contrasta tão bem com todas as cores e objetos. Mas não o branco gelo. Branco neve mesmo. Branco branco, sem matizes.

Então se quiser aí encher a parede de quadros, e pintar cada parede de uma cor diferente, muita calma nessa hora. Espere ter certeza.

Essa casa, lo-ta-da de referências é da Jess Wright, e todas as fotos eu pesquei no Design Files. E mostra muito bem como o branco torna leve todo o excesso.


Mas e então? Animou a encher paredes, ou essa não é a sua onda?

Escrivaninha ou o que?


Mais de uma vez já declarei meu apreço pela marcenaria (e a mente por trás dela). Essa escrivaninha cria um mundo próprio. É uma versão inventiva das velhas baias de escritório.


Amei para sempre. Do escritório japonês Torafu. Observemos e aprendamos com os japoneses.

Arqfuturo, você vai?


A Zaha Hadid é mais uma representante da Arquescultura. (Tais como o patrício Niemeyer e Frank Gehry.) Já ganhou o Pritzker (uma espécie de Nobel da arquitetura), e fez sapato pra Melissa. Até faz casas (como a da imagem abaixo), mas sua especialidade são os mega ambientes comerciais. Todo modo, vale a pena saber o que ela tem a dizer.


Shigeru Ban, embora também seja outro representante da Arquescultura, tem um trabalho curioso, de construção de casas com tubos de papel.

O Arqfuturo acontece dias 29 e 30 de março no Rio de Janeiro. "A arquitetura, em todas as suas facetas, é o tema central." Mais informações no site.

Quantas peças fazem uma coleção?


Eu tenho uma coleção de cabeças. Por enquanto são 5 cabeças, mas se valer a mesma conta pra serial killer (só considerado com + de 3 eventos), é mesmo uma coleção.

A de Zeus, é a mais antiga delas, comprada há 11 anos por 12 euros, numa loja aos pés da Acrópole, de uma moça que era abençoada pela esquizofrenia, e me contou longas e tristes histórias (e por isso afirmo que era abençoada), numa tarde em que eu não tinha mesmo mais o que fazer. A chamo, de memória, de Cassandra. Esse é o Zeus de Cassandra.


Daí tem Judas. O primeiro vampiro (pelo menos pelo que contou o Gerard Butler), que apareceu pra mim em tamanho natural, esculpida em madeira e com formas de Aleijadinho. É espantado, é forte, e parece que quer falar alguma coisa.


Tem também a Imperatriz da Estaca Zero (de Nené Cavalcanti), que mora logo ali na entrada, perto dos Suassunas.


E o Voltaire, (do Tiago Amorim) lembrando que "Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las."


E por fim tem a cabeça sem nome, quase sem história, que guarda a porta do banheiro. E então, na sua opinião, 5 peças já fazem uma coleção?

Alegriazinhas pela casa


Outro dia o João falou que aqui não se parece com uma casa de adulto. Porque em casa de adulto não tem papel de chiclete na parede (dentro da moldura amarela de coração). Então nessa hora (mentira, naquela hora não parei pra pensar nisso não, parei agora) fiquei pensando.


Por que faço isso? Seria só por conta da já batida ideia de que a memória tem que morar dentro da casa, e esses objetos falam de onde passamos, do que vimos, de amores e de manias? Acho que não é só isso.


Uma frase citada pelo Bachelard diz: "Conheço uma tristeza com cheiro de abacaxi". E me faz pensar não em tristeza, mas em alegria. Porque não espalhei memórias pela casa. Espalhei só alegrias, pequenas alegrias com cara de bonequinha.


E fantasiadas de papel de chiclete, de colar de contas. A xilo tem dedicatória do J.Borges! A1/2 pessoa me lembra de um dia de sol, numa cidade pequena e linda.


A maçã, ah! Conheço uma alegria esculpida em maçã. :-) É isso. Pra não esquecer de que sou feliz/fui feliz, espalho alegriazinhas pela casa como quem coleciona pedras de acontecimentos. As tristezas? Essas ficam dentro de mim, e tento matar de fome.

Tudo junto, misturado, e vintage.


Pode dizer que você achou poluído. Eu também achei. Mas vem comigo num tour pra botar reparo nas peças lindas. Olha o poster atrás do bercinho. É do "David, the gnome", uma desenho de quando eu era criança. E esse móvel amarelo? Já posso desejar?


Agora vamos ver o berço mais de perto. É de crochê! Abençoada seja uma casa sem poeira, em que a criança não tenha problema respiratório. Porque lavar o berço fica difícil. Mas é bem interessante.



E a estantezinha com rabos puxadores? + uma vez, bem curioso!


Mas vendo esse quarto, lembrei do que marido sempre diz. "Não é porque você gosta de vintage que tudo tem que ser vintage e ao mesmo tempo." Pois faz um exercício, e tira o tapete e o biombo desse quarto. Melhorava muito, né?

Via Lait Fraise.

As rosas são vermelhas


Eu não tenho preconceito de cor. Mas as cores passam recados, e o recado do rosa + vermelho é feminino.


Já percebeu a pintura estranha? ->



♥ "As rosas são vermelhas". Essa é uma daquelas frases que me tiram de onde estou direto pra Wonderland.
♥ Imagens: Mark SeelenHeather Nette King e Stella Nicolaisen

Ora, bolinhas


Do tio Zé Bolinha, passando pela Natalie Portman, até o Damien Hirst, todo mundo gosta de bolinhas. Nesse caso aqui, era uma vez uma moça com 2 pirras num quarto de parede vazia.


Então para de reclamar que não tem nada alegre na sua parede, e bora picar papel. Se precisar de uma força, tem aquele vídeo, né? Imagens da Mermag.

♥ Já viu essa casa? ;-)