Seguidores

Arquivo

Pintando com água sanitária

Tags: +


Vira&mexe a blogosfera elege (ou faz renascer) uma técnica de artesanato. Recentemente fez isso com a string art, lembra? Pois essa técnica aqui tem ali num livro que herdei, da época que se chamava água sanitária pelo fofo nome de "cândida" :-)


Mas veja pelas fotos: não é nada difícil decorar guardanapos assim. Mas olha, comece por um tecido "rascunho", até ter firmeza na mão, e não correr risco de ficar com um "presente-de-escola-pro-dia-das-mães", hein?



Acho uma boa técnica pra disfarçar aquele guardanapo que já está com respingo. Fonte.


Fonte dos guardanapos rosa.

Comentar

Ao redor da porta

Tags: + +



Imagine a cena. O mocinho vem falar com a mocinha, avisar que está tudo acabado e que vai se casar com a vilã. A mocinha fecha a porta, agarra uma das fotos do portal e, de costas, escorrega na porta chorando. Pronto! Um clássico ilustrado.




Mas não resisti, pois sempre que vejo uma porta-mural, é essa cena aí que vem na minha cabeça. E como cada vez vejo mais, juntei algumas dessas imagens aqui - lindas! - pra você.



O lado bom da alegoria? É sempre na casa da mocinha que fica a porta-mural.



Mas tem sido curioso notar que um dos últimos limites da sisudez na decoração (ou do clean mesmo) já era. A porta vem tendo ideias. (Essa aí de cima é uma fita com tachinhas.)



Você adota/adotou/adotaria?

Imagens do Pinterest (que torna cada vez mais difícil achar o dono da imagem).

Comentar

Clube Decor: presente feito à mão

Tags: +


Ainda me lembro que, quando criança, ganhar uma boneca era algo importante. O presente vinha acompanhado de uma história. Primeiro vinha a pergunta, em mal interpretada naturalidade: “Filha, o que você quer ganhar de presente de aniversário?” Depois vinha o esforço de meus pais para comprá-la. Quando a boneca chegava embrulhada em papel de presente, com dobras e flores de fita plástica, era a felicidade pontuando a história.

Depois vieram os anos 80, o consumo de massa, e as lojas de 1,99. E uma boneca se tornou só uma boneca entre tantas. Nos tornamos menos sensíveis aos presentes. A indústria e as grandes cadeias de lojas fizeram com que a ligação entre nós, consumidores, e quem fez o produto fosse perdida. (Bem, algumas substituíram essa ‘ligação’ pelo SAC, argh!)

Mas como não há mal que nunca se acabe, a internet, ela mesma, a que tanto nos desconecta do mundo real, veio nos dar uma nova oportunidade de redescobrir o entusiasmo. A internet agregou os artesãos, e veio o Etsy, a Tanlup, a Elo7, e tantas outras que, como guildas pós-modernas, nos permitem comprar diretamente de quem produziu.


Quando compro um produto feito à mão, compro mais que um produto: estou patrocinando o trabalho de um artista que deposita seus sonhos, criatividade e amor no trabalho. E me dá uma quenturinha no coração saber que eu estou apoiando a paixão de alguém.

Agora pense comigo: o que você prefere ganhar de presente, um caderninho feito à mão por um artesão, ou um de uma gôndola de papelaria produzido em massa? É essa a diferença entre preço e valor. Quando você dá um caderninho feito à mão para sua amiga, a mensagem é que você se importa o suficiente para comprar um presente tão único quanto ela. Dar um presente feito à mão, em vez de um industrializado qualquer, é como se você escrevesse uma carta, ao invés de apenas assinar um cartão de “Felicidades”.

Mais que isso, eu acredito que o carinho se materializa. E não é por nenhuma razão metafísica, ou esotérica, é bem simples. Sabe quando você está de mau humor e põe sal demais no arroz? O contrário também acontece. Quando algo é feito à mão, com carinho, o produto é parte da vida daquela pessoa, e então passa a ser parte da sua história.


Eu quase só dou presentes handmade. Muita coisa feita por mim mesma, mas muita coisa comprada mesmo, encomendada. Assim, quando a gente lá no Clube Decor combinou de fazer uma postagem sobre presentes feitos à mão, eu lembrei que não precisava ser só por minha mão, mas poderia ser pela mão de alguém com rosto. E também que era bacana mostrar uma opção simples e artesanal de embalar este presente. Então hoje o presente é meu, mas foi feito pelo lindo Lilou Estúdio: um caderninho artesanal e elegante, com capa de couro. E com saco de papel pardo + furador + fita + caneta branca e carinho, você embala seu presente especial.

Eeee, para ideias de presentes pra você mesma fazer, faça uma visita às meninas:
♥ A Regiane ensinou a fazer pingentes de seda para chaves.
♥ A Vivi Visentin se armou da pistola de cola quente, e fez almofadas que aguentam chuva.
♥ A Mirella fez um vasinho de recados fofo!
♥ A Ana chamou no glitter e fez um quadrinho, pra quem não vive sem café.

Comentar

O Barroco Brasileiro dos irmãos Campana

Tags: + +


Você viu o novo trabalho dos irmãos Campana, o Barroco Brasileiro? São peças belíssimas, deslumbrantes, translumbrantes, feitas como uma espécie de colagem de pequenas peças de cobre, ou de latão. Fiquei um bom tempo de boca aberta, admirando.


São os primos ricos daquelas colagens de chavinhas e sobras de bijuteria em porta-jóias nos anos 80, lembra? Os primos nobres e bem nascidos.


Mas. É, tem um mas. Mas me chamou a atenção o fato de uma coleção com esse nome - Barroco Brasileiro - ser completamente produzida na Itália, por artesãos romanos. De alguma maneira esse questionamento também apareceu em uma entrevista com Humberto Campana. Veja só:

"Onde você se localiza culturalmente? Seu estúdio fica em São Paulo, mas a maioria do seu trabalho é para as marcas europeias.
- Três dos meus avós são da Itália. (...) Mas eu sou muito brasileiro. Eu fico entre os dois. É verdade que nós trabalhamos com muito poucos fabricantes brasileiros (...)."

Não falou de produção, mas fica a questão.


Não é juízo de valor, o que emito. É apenas uma pulga, que me coçou a orelha. Porque, não vou te enganar, quando penso em trabalho com metal, penso mesmo em Roma, ou Firenze, onde tirei essa foto aí de cima, no mês passado, de um bronzista de aldravas*. Mas é que "Barroco" ok, perfeito. "Brasileiro" me pareceu fora de lugar, estranho, inadequado.

Mas né? Bobagem, diria o bardo. "O que é que há, pois, num nome? Aquilo a que chamamos rosa, mesmo com outro nome, cheiraria igualmente bem."

♥ Aliás, você já viu o Tumblr de marido? Fotos de viagens, das crianças, de nossa vida besta, e até do louva-a-deus da janela. E várias de aldravas italianas.
♥ E você, o que achou da coleção Barroco Brasileiro? O que achou do nome?

* Aldrava: Peça em bronze ou latão fixada na porta de entrada para usar como batedor. em vez de bater com a mão na porta para chamar o morador, utiliza-se a aldrava.

Comentar