Ontem acordei cedo e fiz minha oração. Que eu nunca perca a capacidade de me abismar. E mesmo sob o cansaço da asma, me sentei pra trabalhar. E então lembrei de um assunto que queria tratar há tempos.
Só que a busca pelo que a gente gosta pode ser mais demorada que os 17, 18 anos que nos dão até o momento da decisão, até o vestibular.
Eu me formei em Farmácia, profissão que tem tanto a ver comigo quanto um batom tem a ver com um tatu. Mas por que não fiz outra coisa? Porque não abandonei o curso pra fazer algo que tinha mais a ver? Resposta simples: aos 17 anos eu não fazia idéia do que queria fazer. Nem aos 20. Nem aos 25. Eu demorei 30 anos pra encontrar algo que eu gostasse e que pudesse ser transformado em profissão. Mas quando encontrei, uau! E porque decorar é algo que eu gosto de fazer, e pelo qual posso ser paga, voltei a estudar, pra aprender a fazer melhor. E conto isso porque acho que devo a vocês a paixão pela decoração.
E qual é a minha dica pra encontrar o que você gosta de fazer? Faça de conta que é um detetive: sua missão é documentar e observar o mundo ao seu redor, como se você nunca tivesse visto antes. Tome notas. O que você mais gosta de ver? E de saber? Documente achados. Perceba padrões. Copie. Trace. Foque em uma coisa de cada vez. Cometa erros de avaliação. Aprenda com os erros. E perceba, no final, que a sua escolha é mais natural do que você pode imaginar.
Ah, e uma vez feita a escolha, bora estudar, que conhecimento não cai do céu, e o que diferencia um hobby de uma profissão é o comprometimento, o profissionalismo, e o domínio da técnica. Isso junto é que vale dinheiro. Porque você quer ser feliz, mas quer também ser capaz de pagar suas contas, né não? #fikdik














