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ACEPIPES

Ontem cheguei em casa nervosa. E com fome. Fico nervosa toda vez que pago a parcela do Imposto de Renda. Aquele assalto que tive que dividir em 4x. Marido também tinha acabado de chegar, mas foi cozinhar pra mim. Fez macarrão de abobrinha ao sugo. Eu amo verduras cozidas levemente crocantes. E a abobrinha cortada como macarrão é uma coisa fantástica.

Mas eu ia falar de outra coisa. Ia falar de casamento. A Adélia Prado tem um poema lindo, que se chama Casamento, “O silêncio de quando nos vimos a primeira vez atravessa a cozinha como um rio profundo”. Marido é cozinheiro e essa também é sua forma de se expressar. Ele cozinha pra mim. Cansado, exausto, ele cozinha pra mim. E ainda enfeita o prato. Isso é de(coeur)ação. Marido, eu também te amo.

(A foto é de uns docinhos que ele fez no domingo porque eu queria “um doce”.)