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FAVORITOS: CASA DOS JOÕES

Os Joões são o João Augusto e o João Agripino, e eles moram em BH e têm uma loja muito hype, a Penduricalho. Eles toparam mostrar a casa pra gente, e o João me mandou uma explicação tão bonitinha e cheia de zêlo, que resolvi colocar na íntegra, pra vocês sentirem o carinho que ele tem pela casa, e como ele pratica o hedonismo solidário, ;-) . A casa deles é linda e cheia de idéias bacanas.


Então, que fale o João Augusto! (Se quiser ver as fotos de tamanho maior, é só clicar em cima delas.)

***

Nossa casa é a "Casa das Coleções": temos garrafas, galinhas de madeira, santos, xícaras, taças, louças, carrinhos, espelhos, sem falar nos livros e revistas... Acho que nossa casa reflete um pouco do nosso trabalho: É que mexemos com miúdezas e por isso os detalhes fazem a diferença. O apartamento fica num prédio do fim dos anos 50 (1958) e quando o vimos pela primeira vez já sabíamos que esse seria a nossa morada. É uma construção "Bossa Nova" , ou seja, é de uma época aqui em BH em que a cidade começou a crescer e se modernizar. A periferia próxima ao Centro se tornou também área central e as casas antigas e os lotes, antes vagos, deram lugar a predinhos de três ou quatro andares de pastilhas coloridas, azulejos e pedras portuguesas, assim como o que moramos.

Quando o compramos o aspecto não era dos melhores e precisamos fazer uma reforma. Pesquisamos e realizamos os acabamentos com algo entre os 50's e 60's. A decoração também fica por dessa época... É claro que com uns toques contemporâneos.

Bom ao entrar é essa cristaleira que você vê, não somos adeptos de feng shui, mas como eu e o João somos supersticiosos, vamos juntando manias e achamos melhor colocar um espelho logo na entrada, assim como temos um trevo em cima da porta, uma Iemanjá no banheiro e santos por todos os lugares.


Gostamos muito desta sala e não colocamos nada nela que não fosse escolhido a dedo. Curto plantas e o apartamento antigo tinha varanda. Quando nos mudamos, ficou difícil pois as espécies que tínhamos não iam se adaptar... pra tudo dá se um jeito e fizemos um jardim de Espadas de São Jorge de frente pra janela. O tecido é um corte de seda dos anos 70 de uma loja de tecidos que conheço e possui um estoque muito grande e antigo. O aparador, apesar de parecer cinqüentinha foi desenhado por mim. 

Ao fundo e atrás das poltronas, colocamos um adesivo de um desenho que vi num livro de estampas.

No escritório, em cima da bancada dos cavaletes está a coleção de miniaturas. Nas paredes, como sofro de síndrome de parede vazia - fico louco pra pendurar algo - Não é a toa que minha loja/atelier se chama Penduricalho... nessa do escritório coloquei imagens de moda, propaganda de joalherias antigas, folders de bazares que fiz e por aí vai!

Quando reformamos unimos a cozinha com a copa e esta com a sala. A copa passou a ser nossa sala de jantar e local de reuniões com os amigos, uma vez que posso cozinhar e conversar com o pessoal ao mesmo tempo. Atrás da mesa de jantar fica a nossa coleção de garrafas e espelhos.

Por último, a cozinha. É o meu canto predileto! Muitas vezes me pego fazendo lá coisas que poderiam ser feitas em qualquer outro canto da casa. Foi o único cômodo da casa que pintei de outra cor (o restante da casa é em tons de verde). Adoro esse lugar e acho que pode não agradar todo mundo, mas dá pra perceber que tem muito capricho e zelo por aqui...

Bom, é isso! Não é uma casa tradicional do Brasil, mas tem muito de nossas cores, costumes, lembranças. Decoramos o lugar para receber, não para ostentar... não nos prendemos em valores e procuramos ver a beleza na simplicidade de cada coisa (sendo cara ou barata). Nesse sentido é uma casa brasileira com certeza!

Beijos,
Saúde, Paz e Prosperidade!!!

João Augusto.