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SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO

Nem adianta patrulhar: o Rio de Janeiro tá na moda. E como 20 de janeiro é dia de São Sebastião do Rio de Janeiro, pesquisei os motivos e resolvi bem te contar uma história.

O carioca já teve sotaque francês. Tá certo que eram só uns quinhentos homens. Mas já eram em maior número que os portugueses d’antão. Mas antes dos franceses havia os índios: tamoio (70 mil), e temiminó (uns 8 mil). E como todo povo que tem um líder, eles cumpriam seu destino: brigavam entre si.

Os tamoio, liderados pelo cacique Cunhambebe, logo se tornaram aliados dos franceses. Porque né? Os franceses estavam ali numa ilhazinha à tôa, tinham espelhinhos pra trocar, e não representavam perigo real.

Araribóia (adoro nomes indígenas, ou vai me dizer que “cobra das tempestades” não é um fantástico nome de cacique?) era cacique dos temiminó. Como inimigo de meu inimigo é meu amigo, Araribóia se associou aos portugueses e tomaram o Forte Coligny.

Os sobreviventes franceses, uns 20, foram para a praia de Uruçumirim (hoje Flamengo), e recomeçaram a colonização.


Então veio Estácio de Sá e construiu o primeiro núcleo português, um arraial fortificado. Padre José de Anchieta, que veio de visita, contou que lá dentro tinha casas de madeira e barro, uma roça de legumes e verduras, e uma capelinha dedicada a São Sebastião.

Em 20 de janeiro de 1567, dia de São Sebastião, os portugueses conseguiram vencer os últimos redutos de resistência francesa. Segundo o causo, São Sebastião ipse teria participado da luta em prol dos portugueses. Mas fato, fato mesmo é que Estácio de Sá, tal qual o santo, foi gravemente ferido por uma flecha durante a batalha de Uruçumirim, e agonizou por um mês até morrer.


Mas eu tô aqui pra te dizer o que? Pra te dizer que este lugar, o tal arraial fortificado, o da capelinha de São Sebastião, embora alterado e reformado, existe ainda hoje. É o Forte São José, (ou Fortaleza de São João) na Urca. Essa aí é a mãe de todas as casas cariocas.  Ave mater.