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HOJE, UM LIVRO

Era uma vez eu fugi de casa. No primeiro dia era bom e tinha goiabas. No segundo um peixe me ensinou a nadar. Um minuto e eu era sem lembrança de voltar. Mas a saudade um dia aperta e é esquecer pra sempre ou voltar (pra logo depois querer fugir de novo).


Vez agora escrever é a minha casa. Volto pra essa casa amanhã, promessa-dívida. Regressar de viagem, folhear uns livros, cheirar as toalhas, banhos de velas, palavrinhas ditas à tôa, pra se rir. Depois escrever pra vocês, e contar (tanta, tanta coisa).

Hoje você lê uma coisa pra mim? Lê umas páginas desse livro? Vou ficar aqui, ouvindo.