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Tem a decoração séria, aquela com elementos sólidos e duráveis, peças clássicas, outras modernas. Mas tem também o passageiro, o furtivo de bobaginhas de papel, que fazem diferença e ajudam a pensar no próximo passo. Como assim?
Vou tentar explicar o que vai pela minha cabeça, ao defender as bobaginhas de papel: vendo um sermão da School of Life, li uma frase do Oscar Wilde: "A maioria das pessoas são outras pessoas. Seus pensamentos são as opiniões de outros; suas vidas, uma imitação; suas paixões, uma citação."
:-/ Eu sou parte da maioria. Muitas vezes me pego pensando que, se tem gente que debruçou sobre o assunto mais do que eu, que discorreu tão bem sobre ele, porque devo eu mesma percorrer todo o caminho pra chegar, muitas vezes, à mesma resposta?
Acho que não é isso que você esperava de mim, né? Seria mais algo do tipo: seja original, busque ser original. Acho que devemos mesmo buscar a originalidade. Mas depois de milênios de história, de tanta gente fazendo tanta coisa, a originalidade que resta não é assim tão fácil de achar. Em decoração então, ela basicamente é uma diferença de cor de parede, e de modelo de cadeira.
Mas aí vi essas imagens, e - santa epifania - lembrei das bobaginhas descompromissadas, das intervenções que nossa auto-crítica muitas vezes julga infantis (como o unicórnio de papel). E de como elas fazem diferença não só no agora, mas no planejamento do próximo passo. Imagine essa parede sem o confete de papel. Não perderia bastante da graça? E no futuro, a dona da casa, pode pensar em outro elemento, mais formal, mas com traços deste mesmo.
Então este post é quase um manifesto. Agir como uma criança desenhando na parede (com recursos mais modernos e que saem fácil, of course) pode ser lindo. E original.
Imagens Fjeldborg.
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